Pesquisa Sábado Jovem
Na Nova Jerusalém
Alguém me disse:
"Não havendo na Nova Jerusalém noite para marcar os limites nem o início ou o fim do dia, será impossível guardar o Sábado ali, portanto o Sábado está abolido."
Está certa ou errada, esta pessoa? Vamos ver:Voltemos ao longinquo passado. Jesus, ao ressuscitar, empenhou Sua palavra dizendo que iria preparar um lugar para os salvos, lembra-se? João 14:1-3.
- Este lugar é a Nova Jerusalém: Apoc. 21: 2, 10.
- A Nova Jerusalém é o Templo de Deus: Apoc. 21: 3, 22.
- Vai ser a capital da Nova Terra: Zac. 14: 4, 5, 9.
- A Nova Jerusalém não precisará de luz do Sol nem luz da Lua:
"E alí não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia..." (Isa. 60:19; Apoc. 21:23).OBSERVAÇÕES:
- Por que se acende as lâmpadas à noite?
- Os postes de iluminação pública são providos de um sistema célula fotoelétrica que, automaticamente se liga, quando a luz do Sol desaparece. E desliga-se instantaneamente quando, no dia posterior, reaparece o Sol.
- A luz (lâmpada) acesa pela manhã se ofusca diante da luz do Sol? – Claro que sim!
Se esta magnífica cidade não possui templo, se o Senhor é o Seu templo, se Sua glória a ilumina, então ela será a morada de Jesus. O Seu trono estará ali. E é isso mesmo! Jesus é nosso para sempre, Deus não O deu para nós? (Glória a Deus!) (João 3: 16).
Mas, quanto ao Sábado, algum problema? Lógico que não! Observe:
- Deus criou a Terra para nós, os seres humanos (os terráqueos). Deu-lhe forma, separou as trevas da luz e nominou-as: Noite e Dia. Gên. 1: 2-13.
- Criou o Sol para iluminar o dia, e a Lua para clarear a noite. Gên. 1: 16-18.
- Depois criou um casal maravilhoso ordenando-lhe crescer e multiplicar. Este casal seria o embrião da família humana. Gên. 1: 27- 28.
- O Sol e a Lua realizavam suas funções necessárias à manutenção da vida na Terra, enquanto Adão e Eva viviam felizes, sem pecado, no Éden.
Um dia o pecado será dessarraigado da Terra(Amém!), e o Sol e a Lua continuarão brilhando, porque o homem nela morará, agora, porém, sem pecado, tudo novo. E a cada Sábado iremos ao templo (Nova Jerusalém) para adorar, e lá nos recepcionará o Senhor Jesus cuja glória ilumina toda a cidade – de dia e de noite. Leia:
“E será que desde uma lua nova até a outra (mensal), e desde um Sábado até ao outro (semanal), virá toda a carne (pessoas) a adorar perante Mim, diz o Senhor.” – Isa. 66: 23.
Eu não ficarei de fora, e você? Glória a Deus!
Lourenço Gonzales
Católicos e o Sábado
Tido como o maior ramo dentro do Cristianismo, a Igreja Católica Romana tem passado por diferentes fases, em vista dos muitos movimentos, ou divisões, produzidas em seu seio. Pode-se dizer que, semelhante ao Protestantismo, se subdivide em várias seitas. Cada Ordem (jesuítas, dominicanos, franciscanos, etc.), na verdade, é como se fosse uma nova Igreja, dentro do todo. Do mesmo modo, os Protestantes (luteranos, batistas, presbiterianos, etc.) são vários segmentos no mesmo conjunto. Mas, uma coisa continua sendo o elo de união entre as diferentes divisões: a doutrina.
Bem, será o caso de refletirmos, agora, sobre a questão da obediência a Deus e ao Seu Livro Santo, as Escrituras Sagradas. O que pensam autoridades católicas sobre a obediência à Lei de Deus, os Dez Mandamentos? Estão em vigor para os cristãos de hoje? Ou foram apenas para os do passado? E sobre o mandamento do sábado, o que dizem?
Todos sabem que a Igreja Católica tem o domingo como dia santo. (Também os Protestantes.) Mas, o que não fica claro, para os fiéis em geral, é o que pensam muitas autoridades da Igreja, sobre esses assuntos. O que encontramos registrado nos Catecismos? Vejamos.
- O Que É a Lei de Deus, O Que É o Decálogo?
O Pe. Fernando Bastos de Ávila, SJ, é quem fica responsável por esta resposta. Vejamos o que diz:
"DECÁLOGO. Do grego ‘deka’ = dez + ‘logos’ = razão, sentença. É o conjunto dos Dez Mandamentos da Lei de Deus que, segundo a tradição bíblica, foram comunicados por Jeová a Moisés, no Monte Sinai, insculpidos em pedra, que os israelitas conservaram na Arca da Aliança. Ele é a explicitação mais essencial à lei natural. ... o Decálogo é a síntese mais perfeita de toda a experiência moral e religiosa da humanidade. É o código mais simples e mais fundamental sobre o qual, em última análise, repousam todas as legislações que regulam o comportamento humano." – Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, página 170.
- A Igreja Católica Crê na Permanência da Lei de Deus?
Quem responde a esta pergunta é o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, no Catecismo Romano, páginas 399 e 400. Lemos:
"Dentre as razões que movem o coração do homem a cumprir os preceitos do Decálogo, sobressai, como o mais eficiente, o fato de ser Deus o autor dessa mesma lei. ... Estava essa luz divina quase ofuscada por maus costumes e vícios inveterados entre os homens. Todavia, pela promulgação da Lei de Moisés, Deus não trouxe uma luz nova, mas deu antes maior fulgor à primitiva. É preciso explicar assim, para que o povo não se julgue livre do Decálogo, quando ouve dizer que a Lei de Moisés está abrogada.
"Ainda mais. É absolutamente certo que não devemos cumprir esses preceitos, por ser Moisés que os promulgou, mas por serem inatos em todos os corações, e por terem sido explicados e confirmados por Cristo Nosso Senhor."
Aí está!
Não só a "Santa Madre Igreja" crê que o Decálogo (Dez Mandamentos) estão em vigor, mas incentiva a todos os fiéis para obedecê-los.
Também o Padre Júlio Maria, em seu livro Ataques Protestantes, na página 98, adiciona mais alguma coisa ao que foi lido.
"Os mandamentos, como ensino moral, são eternos porque são a expressão da lei natural; e por isso Jesus Cristo não pode suprimi-los."
- Como e Em Quê Foram Escritos os Dez Mandamentos?
Outra vez, a contribuição do Pe. Júlio Maria, no mesmo livro, às páginas 86 e 95:
"Deus escreveu os mandamentos em duas pedras como no-lo indica a Bíblia. ... Na primeira pedra estavam escritos os mandamentos que indicam os nossos deveres para com Deus... e na segunda, estavam escritos os nossos deveres para com os homens. ... Os mandamentos da lei de Deus encontram-se no Êxodo e no Deuteronômio (5:6-21)."
Muito esclarecedor este texto acima! a) Deus escreveu em tábuas de pedra, os Dez Mandamentos; b) A primeira tábua tem os deveres do homem para com Deus; isto é, o "amar a Deus sobre todas as coisas"; c) A segunda tábua tem os deveres do homem para com o homem; isto é, "amar o próximo como a si mesmo"; d) Os Dez Mandamentos se encontram, nas Sagradas Escrituras, nos livros de Êxodo (capítulo 20) e de Deuteronômio (capítulo 5).
- Devemos Obedecer aos Mandamentos da Lei de Deus?
A resposta a esta questão nós vamos encontrar no Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã, páginas 33 e 34, que diz o seguinte:
"Sim. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus, pois devemos respeitar a ordem que o Pai Celeste quis dar ao mundo. Basta pecar gravemente contra um só deles para merecermos o inferno."
- Existe Lei Moral e Lei Cerimonial, nas Escrituras?
Às vezes, encontramos, nas Escrituras Sagradas, algumas afirmações que parecem se contradizer. Uma hora ela fala que a lei é eterna e não pode ser abolida; outra hora, que a lei passou. A que se deve essa aparente confusão? Vamos, outra vez, atentar para o que escreveu o Pe. Júlio Maria, esclarecendo o problema:
- Os preceitos do Antigo Testamento dividem-se em três gêneros:
- Os preceitos morais, que prescrevem aos homens os seus deveres para com Deus e para com o próximo.
- Os preceitos cerimoniais, que indicam os ritos exteriores e as cerimônias que os judeus deviam seguir no culto divino.
- Os preceitos judiciais, que determinam o modo de administrar a justiça ao povo.
"Destes três gêneros de preceitos, só o primeiro fica em pé, integralmente; os outros preceitos só têm o valor que lhes comunica a palavra de Jesus Cristo.
"A lei antiga, na sua parte cerimonial, era apenas uma figura da nova lei, e é por isto que cessou, desde que foi promulgada a lei nova." – Ataques Protestantes, páginas 96 e 97.
Outra vez mais, bons esclarecimentos! Os preceitos MORAIS permanecem; os CERIMONIAIS, eram uma figura, "sombra dos bens futuros", e foram substituídos pela Realidade: Cristo (Colossenses 2:16 e 17); e os JUDICIAIS, só existiram enquanto havia a nação de Israel como uma teocracia (governada por Deus)! E os mandamentos MORAIS tratam do amor a Deus e do amor ao próximo. Portanto, dos Dez Mandamentos!
- A Quem Foram Dados os Dez Mandamentos?
Muitas pessoas pensam que o Decálogo foi dado apenas ao povo de Israel, lá no Monte Sinai, e que não serve mais para o povo de Deus, na atualidade. O que podemos pensar disso? Quem vai responder isso é o famoso Dicionário Enciclopédico da Bíblia, organizado pelo Dr. A. Van Den Born, e publicado pela Editora Vozes Ltda. (católica).
Ele diz:
"O dom da lei de Deus, porém, e particularmente o do decálogo não era destinado apenas para o Israel segundo a carne, mas também para o ‘novo Israel’, que é a Igreja de Cristo. Por isso o decálogo é várias vezes citado no Novo Testamento por Jesus e pelos apóstolos." – Coluna 363.
- E Sobre o Mandamento do Sábado, o Que Nos Ensina?
Outra vez, convidamos o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, para responder.
"Este Preceito do Decálogo regula o culto externo, que devemos a Deus. ... Ora, como esse dever não pode ser facilmente cumprido, enquanto nos deixamos absorver por negócios e interesses humanos, foi marcado um tempo fixo, para que se possam comodamente satisfazer as obrigações do culto externo. ...
"O quanto aproveita aos fiéis respeitar este Preceito, transparece do fato de que sua exata observância induz, mais facilmente, os fiéis a guardarem os outros Preceitos do Decálogo." – Catecismo Romano, páginas 434 e 435.
Frei Leopoldo responde, com muita propriedade, que o mandamento do sábado rege o culto, e que os fiéis tornam-se mais fiéis a Deus, quando praticam esse mandamento específico.
- O Nosso Senhor Jesus Cristo Guardava o Sábado?
Do conhecido Dicionário Bíblico, de John L. Mckenzie, publicado pelas Edições Paulinas (católica), extraímos a seguinte nota:
"O próprio Jesus guardava o sábado de modo razoável e ocasionalmente ensinava nas sinagogas no sábado (Mar. 6:2; Luc. 4:16,31)." – Página 810.
- O Nosso Senhor Violou ou Transgrediu o Mandamento do Sábado, Conforme Se Ouve Freqüentemente?
Esta tem sido uma idéia que se espalhou por todo o mundo. Inclusive, líderes religiosos têm se levantado, dos púlpitos de suas igrejas, escrito livros, folhetos e panfletos, afirmando, categoricamente, que o Nosso Senhor Jesus Cristo transgrediu o mandamento do sábado. Até onde isso é verdade?
Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica, na página 495:
"O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca profana a santidade desse dia. (Cf. Mar. 1:21; João 9:16). Dá-nos com autoridade a sua autêntica interpretação".
Do que vimos, mesmo sendo acusado, pelos ESCRIBAS e FARISEUS da Sua época, e por alguns RELIGIOSOS modernos, o Catecismo assegura que "JESUS NUNCA PROFANA A SANTIDADE DESSE DIA"!
- Contra O Quê Jesus Se Levantou Com Relação ao Mandamento do Sábado da Lei de Deus (Decálogo)?
Antes de tudo, é necessário haver um prévio esclarecimento do que aconteceu com o mandamento da lei de Deus. Daí, vamos poder compreender quais as atitudes de Cristo relativo ao sábado.
Do Dicionário de Teologia, editado por Heinrich Fries, publicado pelas Edições Loyola (católica), nós encontramos isto:
"Os escritos apócrifos e sobretudo os rabínicos apresentam uma interpretação exageradamente severa do descanso do sábado, perdendo-se um uma casuística sutilíssima e transformando o ‘sábado maravilhoso’(Isa. 58:13) num peso insuportável. ... Jesus opôs energicamente às interpretações extremamente escrupulosas dos escribas e fariseus, e mais de uma vez provocou propositalmente discussões sobre este ponto (Mat. 12:10-14; Luc. 13:10-17; 14:1-6; João 5:8-18).
Jesus considerava o mandamento do sábado com grande liberdade interior, e recusava resolutamente aquela rigorosa observância que escribas e fariseus exigiam." – Volume 3, páginas 134 e 115.
Ainda mais uma contribuição de John L. Mckenzie, no seu Dicionário Bíblico, nos reforça a compreensão desse assunto. Ele registrou:
"Sem rejeitar a observância do sábado no seu conjunto, Jesus salienta que as práticas rabínicas eram meras interpretações humanas do preceito, que é basicamente para o bem humano." – Página 811.
- O Que Profana o Mandamento do Sábado?
"O sábado era um dia sagrado, que seria profanado pelo trabalho (Eze. 22:18). Conforme Êxodo 20:8-11 e 31:17 (mais um passo adiante) a santidade do sábado era uma santidade objetiva, devido à bênção de Deus, que no 7o. dia ’descansou’ da Sua obra, a criação, pensamento esse que foi largamente elaborado em Gên. 1:1-2:4a". – Dicionário Enciclopédico da Bíblia, coluna 1340.
Outra contribuição bastante proveitosa de John Mckenzie:
"O sábado é profanado pelo exercício do comércio, e Neemias fechava os portões de Jerusalém no sábado para impedir o comércio (Nee. 13:15-22). Carregar cargas viola o sábado (Jer. 17:21-27...)." – Dicionário Bíblico, página 810.
OS DEZ MANDAMENTOS conforme se encontram nas Sagradas Escrituras, em Êxodo 20:3-17.
-
Não terás outros deuses diante de mim.
-
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima, nos céus, nem embaixo, na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te inclinarás diante desses deuses e não os servirás, porque eu, Iahweh, teu Deus, sou um Deus ciumento, que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e faço misericórdia até mil gerações para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
-
Não pronunciarás o nome de Iahweh, teu Deus, em vão, porque Iahweh não deixará impune aquele que pronunciar o seu nome em vão.
-
Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias, e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado de Iahweh, teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está nas tuas portas. Porque em seis dias Iahweh fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia; por isso Iahweh abençoou o dia de sábado e o santificou.
-
Honra a teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Iahweh, teu Deus, te dá.
-
Não matarás.
-
Não cometerás adultério.
-
Não furtarás.
-
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
-
Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem desejarás a sua mulher, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo.
(O texto acima foi transcrito de A Bíblia de Jerusalém, uma tradução católica da Bíblia Sagrada, impressa pelas Edições Paulinas).
Pr. Natan Fernandes
Guarda do sábado será preservada no ENEM 2009
Brasília, DF... [ASN] Na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, o líder de Comunicação e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista para a América do Sul, pastor Edson Rosa, e o advogado da Igreja para a mesma região, doutor Luigi Braga, estiveram em reunião com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, doutor Reynaldo Fernandes.
Este é o órgão responsável pela aplicação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O motivo do encontro foi encontrar uma alternativa para os adventistas que irão participar do ENEM, nos dias 03 e 04 de outubro deste ano, já que a data envolve um sábado. Também participaram do encontro o chefe de gabinete João Marcos Martins, e o deputado Charles Lucena.
O presidente do INEP, informou que já estava no planejamento ter salas disponíveis para os guardadores do sábado. Durante a audiência foi feita uma solicitação no sentido de que na normativa para aplicação do ENEM conste a existência desta sala especial onde os guardadores do sábado possam ficar reservados até o horário do por do sol do dia 03 de outubro, quando então, farão a prova. Essa solicitação foi prontamente aceita pelo presidente Dr. Reynaldo Fernandes.
Para o pastor Edson Rosa, “trata-se de uma conquista junto ao Ministério da Educação que permite a liberdade de consciência. Nossos alunos terão o direito de guarda do sábado preservado e poderão participar tranquilamente desta seleção”. O pastor ainda acrescenta que “assim que tivermos a normativa em mãos vamos divulgá-la”.
Já está agendada uma segunda audiência com o doutor Reynaldo Fernandes, quando, em entrevista, ele dará maiores esclarecimentos sobre o a importância do ENEM e o direito de consciência que deve ser preservado.
O ENEM é um exame individual, de caráter voluntário que, a partir deste ano, deixará de ser apenas um instrumento para avaliação, e passará a ser adotado como válido para ingresso na universidade. [Equipe ASN – Márcia Ebinger e Edson Rosa]
(Agência Sul-Americana de Notícias)
Grupo de dinossauros pode ter sobrevivido à extinção
Um grupo isolado de dinossauros de alguma maneira sobreviveu ao evento catastrófico que eliminou a maioria dos animais do gênero cerca de 65,5 milhões de anos atrás [tanto tempo e ainda encontram tecidos moles deles...], sugere um novo estudo. Os dinossauros desse "mundo perdido", em uma região de difícil acesso no oeste dos Estados Unidos, podem ter sobrevivido aos seus parentes condenados por até meio milhão de anos, de acordo com James Fassett, cientista emérito do Serviço de Levantamento Geológico dos Estados Unidos (USGS), em Santa Fé, Novo México. Fassett, que vem argumentando já muitos anos que alguns dinossauros teriam sobrevivido à extinção em massa, baseia seu mais recente trabalho em fósseis localizados na bacia de San Juan, que hoje é parte dos territórios dos Estados do Colorado e Novo México. Lá, os ossos de hadrossauros, tiranossauros, anquilossauros e diversas outras espécies de dinossauros foram encontrados juntos [um evento catastrófico hídrico poderia ter juntado e sepultado os cadávers desses animais] em uma formação de rocha calcária que data da era do paleoceno - o período que se sucedeu ao evento de extinção, acontecido durante o Cretáceo-Terciário, que é visto como o fenômeno responsável pela morte dos dinossauros. Como no caso de suas passadas pesquisas, a mais recente descoberta de Fassett provavelmente vai continuar a despertar descobertas entre os paleontologistas.
"Em intervalos de alguns poucos anos, sempre aparece alguém alegando ter encontrado dinossauros 'sobreviventes' até o paleoceno", afirma Hans-Dieter Sues, diretor associado de pesquisa e coleções no Museu Natural de História Natural dos Estados Unidos, parte da Smithsonian Institution. Mas até agora todos os fósseis classificados dessa maneira provaram ser na verdade restos de animais mais antigos.
Em seu novo estudo, publicado na edição de abril de 2009 da revista Palaeontologia Electronica, Fassett argumenta que um único fóssil de um hadrossauro ajuda a provar que os dinossauros da bacia de San Juan realmente podem ser datados do paleoceno.
Depois de descobertas anteriores de supostos animais "sobreviventes", estudos mais detalhados revelaram em todos os casos que os dinossauros em questão, inicialmente soterrados por lama ou areia [e isso é verificado em todo o mundo, ou seja, o soterramento foi global, num mesmo período], haviam voltado a ter seus ossos expostos devido à ação de forças naturais, tais como a erosão dos rios. Os ossos eram então redepositados em camadas de rochas mais jovens, o que fazia com que parecessem ter vivido em uma era posterior. Mas os paleontologistas encontraram uma concentração de 34 ossos de um mesmo hadrossauro na rocha calcária de San Juan.
"Para mim, isso constitui prova inequívoca", afirmou Fassett. Ossos que tivessem sido arrastados por um rio estariam espalhados por uma área bem mais extensa, e também demonstrariam sinais de desgaste e erosão, o que não é o caso com os fósseis em questão, que ele descreve como "intocados". [Os pesquisadores estão arranhando a verdade por trás dos fatos. Estão chegando perto...]
Trabalhando com colegas do USGS em Denver, Fassett também examinou as concentrações de urânio e outros metais raros nos ossos dos fósseis. "Minha ideia era a de que, se pudéssemos determinar a composição dos ossos com base na presença desses elementos, seria possível definir se os ossos do cretáceo (mais antigos) têm uma impressão química diferente dos ossos do paleoceno, mais jovens", ele disse. "E isso terminou por se confirmar."
É sabido que algumas espécies entre as quais crocodilos e pássaros, sobreviveram ao evento de extinção do cretáceo tardio, enquanto muitas outras não o fizeram. A resposta pode estar relacionada à causa precisa da extinção em massa.
A teoria mais popular é a de que um asteróide muito destrutivo atingiu a península de Yucatán, no território do atual México, ainda que alguns especialistas acreditam que as causas possam ter sido vulcanismo intenso, uma doença, a mudança do clima ou alguma combinação entre esses fatores [a teoria do impacto vem sendo questionada; pena que os pesquisadores tentam fugir da proposta diluvianista, muito embora seja a que melhor explica a abundância de fósseis bem preservados em todo o planeta]. Fassett, que apoia a teoria da colisão com asteroide, disse que não é capaz de explicar por que os dinossauros podem ter sobrevivido por mais tempo em certas áreas do que em outras.
"Um palpite é o de que os sobreviventes viviam na parte mais setentrional da América do Norte, à maior distância do local do impacto, e migraram para o sul posteriormente", disse. "Mas isso não explica por que dinossauros que tenham sobrevivido não foram localizados em outras áreas. Não temos uma resposta para essa questão."
A despeito de sua cautela, Sues, do Smithsonian, diz que a idéia de que os dinossauros tenham sobrevivido até o paleoceno não pode ser descartada completamente ainda.
"Não existe nenhum motivo a priori para que dinossauros não pudessem ter sobrevivido em determinados lugares", ele explicou em e-mail. "De fato, excetuada a região oeste dos Estados Unidos e a Europa, não temos ainda indícios concretos que apontem para quando os dinossauros desapareceram."
(Terra)
Nota: A Revista Criacionista número 68 trata do tema dinossauros e ducumenta alguns avistamentos desses grandes répteis após o dilúvio. Se isso for verdade, Noé pode ter levado para a arca algumas espécies de dinossauros filhotes, o que explicaria a possibilidade de alguns deles terem sobrevivido à (verdadeira) grande catástrofe.
Interessante é que recebi hoje este e-mail do leitor Etevaldo Melo: "A aula hoje foi demais! Estudando sobre como surgiram os fósseis, ou seja, a professora repassando o conteúdo a respeito desse tema, apresentou a versão aceita de que os fósseis para serem o que são, deve ocorrido sobre eles soterramento rápido. Isso por demonstração visual em que um dinossauro foi sendo soterrado por SEDIMENTOS trazidos por ÁGUA. Incrível: admitem que houve soterramente, e até mesmo rápido, no entanto, não aceitam a versão bíblica dos fatos. Ela ainda explicou que não há como um animal virar fóssil de forma lenta e gradativa, somente se for por meio de soterramento rápido, porque um animal ser soterrado de forma lenta tende a se decompor todo o material orgânico, incluindo aí os ossos! E olha que estudo numa faculdade de orientação evolucionista..."
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Vale a pena guardar o Sábado
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Postado por JA Central de Cuiabá
Um exemplo maravilhoso da disposição de Deus em abençoar Seus filhos fiéis foi vivido por uma família de pescadores do Ceara que diariamente lutavam para garantir a sua sobrevivência.
Eles utilizavam grandes a1çapoes, construídos de bambu, de modo que, quando a maré subia, os peixes entravam e ficavam presos. Havia, naquela comunidade, 14 alçapões para as 14 famílias que viviam ali.
Um dia, uma dessas famílias decidiu ser batizada tornando-se membros da Igreja Adventista do Sétimo dia. Logo depois do batismo, aconteceu algo surpreendente: nenhum peixe passou entrar no alçapão. Foi uma semana angustiante, com o alçapão vazio e a renda da família comprometida. Um mês se passou, e nada de peixe. Se as coisas continuassem assim, a divida no armazém iria tornar-se quase insustentável.
As famílias vizinhas culpavam-nos de estarmos passando por dificuldades pelo fato de termos aceitado a Fe adventista. Eles diziam: "E porque vocês guardam o sábado. Desistam de guardar o Sábado e vocês voltarão a apanhar muitos peixes."
“Não negaremos a Jesus", responderam os novos crentes em Cristo. “Preferimos morrer a desobedecer a Deus”. As orações buscando a ajuda do Senhor passaram a ser constantes. Logo depois de uma dessas orações, aconteceu um milagre. Numa quinta-feira, a noite, um peixe de 100 quilos ficou preso no alçapão! Movidos pela gratidão, os pescadores ajoelharam-se ali mesmo, na praia, e agradeceram a Deus.
Na sexta-feira pela manha, havia mais três grandes peixes no a1çapão. Ao pôr-do-sol avia mais seis peixes. Os pescadores, evitando entrar nas horas do sábado ocupados com a pescaria, resolveram recolher os peixes só depois do dia do Senhor. Os vizinhos os chamaram de tolos, mas eles continuaram firmes. "Só recolheremos depois do sábado”, disseram.
Os pescadores vizinhos passaram a esperar que os peixes quebrassem o alçapão, devido ao peso. Mas os pescadores adventistas guardaram 0 sábado. Depois do pôr-do-sol, foram recolher os peixes. Encontraram 22 peixes grandes e outras dezenas de peixes menores, ao todo, eram 2.500 quilos de peixe!
A família trabalhou a noite inteira, vendeu os peixes, colocou alguma economia no banco, e ainda financiou 50% do orçamento para a construção de uma linda igreja na aldeia dos pescadores. Louvado seja o nosso Deus porque Ele e fiel!
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O lago perdido
Certa vez uma amiga me contou que uma vez, no caminho para a faculdade, ela havia passado diante de um condomínio que lhe chamou a atenção por possuir um pequeno lago em sua frente. Como não se atentou para a localização do condomínio, a partir daquele dia, ela passava grande parte do caminho olhando pela janela à procura de seu lago perdido.
Comentei com ela a respeito de outros lugares que me chamavam a atenção pelo caminho por suas belezas, no entanto, ela não os conhecia.
Foi aí que comecei a refletir e concluí que, talvez, por ter fixado sua atenção no lago perdido ela fora incapaz de ver outras belezas por aquele caminho.
Não são raras as vezes que nos prendemos a lagos perdidos. Ex-esposos e ex-esposas procuram em novos parceiros sentimentos e idéias que encontravam nos antigos; pais procuram no segundo filho as características do primeiro; professores procuram em seus novos alunos características dos antigos; e assim por diante.
Com isto, perdemos muito: perdemos a chance de encontrar a beleza das novas relações; perdemos a chance de entender e viver na plenitude as novas realidades.
Na procura do lago perdido não conseguimos construir novos lagos ou jardins, ou esculturas, ou qualquer outra coisa que, embora não seja nosso lago perdido, poderá nos encantar tal como o primeiro nos encantava.
Saudosismo por si só não é um erro, mas quando este nos impede de seguir em frente acaba por ser um grande empecilho.
Há alguns dias estive conversando com um casal que havia passado por momentos difíceis em seu relacionamento e, mesmo depois de resolvê-los, não estavam satisfeitos, pois não mais conseguiam ter a vida de antes. É comum que tenhamos o desejo de reviver bons momentos, no entanto, é necessário que entendamos que podemos ser felizes mesmo sem eles. Este casal não mais viveria como antes, mas a nova vida poderia ser tão boa quanto.
Traçamos planos, metas e objetivos em nossas vidas e muitas vezes não conseguimos realizá-los por diversos motivos. Um corredor olímpico pode ver seu sonho de vencer a corrida se perdendo num acidente de carro onde perde uma de suas pernas; uma moça que sonha em ser mãe pode perceber-se incapaz disto diante de uma cirurgia frente a uma doença; um casal que economizara para comprar a casa própria pode ver suas economias em chamas por um incêndio acidental na casa alugada; por fim, é possível que não realizemos o que sonhamos, mas ainda assim a vida pode ser boa. Aquele corredor pode agora se dedicar as para-olimpíadas ou, quem sabe, a dar aula para jovens atletas; a moça que sonhava em ser mãe ainda pode adotar uma criança ou trabalhar em programas sociais junto a várias delas; a casa em chamas pode destruir as economias e o sonho da casa própria de um casal, mas este pode continuar vivendo como uma família...
Não há garantias neste mundo de que teremos o lago sonhado, mas é certo que existem momentos agradáveis para aqueles que se dão ao direito de percebê-los invés de ficarem obcecados à procura de um lago perdido.
O lago de sua antiga vida poderia ser lindo, mas se ele se foi talvez esteja na hora de perceber como as coisas podem voltar a serem boas.
Este mundo já foi um paraíso perfeito. A humanidade já viveu em um lugar sem dor, nem choro, nem sofrimento, nem morte. Já experimentamos uma vida sem doenças, crises econômicas, desvio de valores, imoralidade, insegurança ou medo. Perdemos tudo isto e não voltaremos mais para aquela vida, mas em Jesus poderemos ter uma vida tão boa quanto àquela que nossos primeiros pais tiveram.
Tão certo quanto a Bíblia nos assegura que um dia houve um perfeito jardim chamado Éden, ela também nos assegura que, um dia, viveremos em um lindo e perfeito país.
Jesus pode devolver o encanto para sua vida ainda hoje, mesmo que seu lago esteja perdido para sempre. Mais do que isto, um dia ele irá te levar para um lugar onde não perderemos mais nenhum lago e seremos felizes para sempre.
Cláudio Willians
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Bento 16 no Oriente Médio

Jordanianos muçulmanos se espremem para saudar o papa Bento 16. E toda a Terra se maravilhou... (Ap 13)
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Por que creio?
sábado, 2 de maio de 2009
Postado por JA Central de Cuiabá
Não costumo ler o caderno de esportes dos jornais, mas a edição do dia 29 de setembro de 2005 de O Estado de S. Paulo trouxe um texto que me chamou a atenção, sob o título "Porém, eu sinto a Sua falta".
O articulista e compositor Nando Reis escreveu, dentre outras coisas, o seguinte: "Infelizmente não acredito em Deus. Digo infelizmente pois essa impossibilidade muitas vezes faz da minha vida um trajeto silencioso e solitário. Gostaria de poder dividir com alguém as penúrias e as agruras dessa vida tão complicada. Quantas vezes não quis, eu, olhar para o alto e me sentir amparado pela mão do Senhor, quando me vi impotente diante de tantos perigos. Quando temi pela vida de meus filhos, vindos e criados para desfrutarem a graça deste mundo, mas que, como todos nós, são vulneráveis à violência que nos acua e nos ameaça - me sinto só sem poder pedir proteção para meus entes amados."
Por que Nando sente a falta de Deus? Porque o ser humano foi criado para crer. Somos seres com vocação religiosa, mesmo que muitos entre nós não queiram admitir isso.
Algum tempo atrás li um livro do ex-professor de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Viena e fundador da Logoterapia, Viktor Frankl (1905-1997), que me fez pensar nessa necessidade humana nem sempre satisfeita.
Por ser judeu, Frankl foi enviado para campos de concentração, entre 1942 e 1945, inclusive os de pior fama como o de Therezin e o de Auschwitz, onde perdeu a esposa (recém-casada), a mãe e um irmão. Durante os anos de cativeiro, o que manteve o médico ativo e animado foi seu grande interesse pelo comportamento humano, o que o levou depois à conclusão de que esse interesse o havia salvo e que aqueles companheiros de prisão que tinham algum tipo de esperança e davam um significado a suas vidas, predominavam entre os sobreviventes da selvageria e da fome a que todos haviam sido submetidos.
O livro a que me refiro é A Presença Ignorada de Deus. Nele, Frankl fala de uma "fé inconsciente" e de um "inconsciente transcendental" que inclui a dimensão religiosa. Para ele, quando a fé, em escala individual, se atrofia, transforma-se em neurose; e na escala social, degenera em superstição.
"Somente a pessoa espiritual estabelece a unidade e totalidade do ente humano", garante Frankl. "Ela forma esta totalidade como sendo bio-psico-espiritual. ... Somente a totalidade tripla torna o homem completo" (A Presença Ignorada de Deus, p. 21).
As palavras de Frankl fazem eco a algo escrito quase um século antes, pela escritora Ellen White: "Todos quantos consagram corpo, alma e espírito a Seu [de Deus] serviço estarão constantemente recebendo nova provisão de poder físico, mental e espiritual. Os inesgotáveis abastecimentos celestes se acham a sua disposição. Cristo lhes dá o alento de Seu próprio espírito, a vida de Sua vida. O Espírito Santo desenvolve suas mais altas energias para operar na mente e no coração" (A Ciência do Bom Viver, p. 159).
Não conheço Nando Reis pessoalmente, mas acho que dá para dizer que ele "sente falta de algo" porque, segundo Frankl, não é um homem completo; e, segundo Ellen White, falta-lhe o "alento de Cristo".
Frankl afirma que a consciência mostra nossa origem e a compara ao umbigo. O umbigo só pode ser compreendido a partir da história pré-natal do homem, como sendo um "resto" no homem que o transcende e o leva à sua procedência do organismo materno. Da mesma forma, a consciência só pode ser entendida em seu sentido pleno quando a concebemos à luz de uma origem transcendente.
Para o psicanalista, "a consciência é a voz da transcendência e, por isso mesmo, ela mesma é transcendente. O homem irreligioso, portanto, é aquele que ignora essa transcendência da consciência. O homem irreligioso "tem" consciência, assim como responsabilidade; apenas ele não questiona além, não pergunta pelo que é responsável, nem de onde provém sua consciência" (A Presença Ignorada de Deus, p. 42).
Na página 45 de seu livro, Frankl faz outra comparação interessante: "O homem irreligioso se deteve antes do tempo no seu caminho em busca de sentido, já que não foi além de sua consciência, não perguntou para além dela. É como se tivesse chegado a um pico imediatamente inferior ao mais alto. Por que não vai adiante? É porque não quer perder o "chão firme sob seus pés", pois o verdadeiro pico não está visível para ele, está oculto na neblina, e nesta neblina, nesta incerteza, ele não se arrisca a penetrar. Somente a pessoa religiosa assume este risco."
O que falta, para Nando e tantos outros, é dar o passo da fé; subir o monte que lhes trará verdadeira satisfação existencial e senso de completude. Afinal, é essa tendência (muitas vezes inconsciente) em direção a Deus que precisa ser satisfeita. E não adianta tentar preencher esse vazio com qualquer outra coisa ou pessoa. Só Deus satisfaz, pois foi Ele quem "pôs no coração do homem o anseio pela eternidade" (Eclesiastes 3:11).
Michelson Borges
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Maçonaria e Cristianismo
"Sou cristão porque sigo a Palavra de Deus e creio em Jesus. Não acredito em bandeiras religiosas ou dogmas. Sempre perguntei aos pastores por que excomungar tanto a Maçonaria e relacioná-la com o demônio, sendo que: (1) nenhum homem pode ser maçom sem ser crente em Deus; (2) o maçom não faz nada sem antes invocar a Deus e agradecer as bênçãos." A.S.
Suas observações foram muito interessantes. Realmente, a Maçonaria é muitas vezes confundida com satanismo, o que é errado. A Maçonaria invoca, sim, a Deus - inclusive O chamam de G.A.D.U. - Grande Arquiteto do Universo. E os membros da loja fazem obras de caridade muito importantes para a sociedade.
Entretanto, precisamos reconhecer e aceitar que algumas crenças dos maçons não estão em conformidade com a Bíblia. Vou destacar algumas delas:
1) Para eles, a Bíblia, mesmo sendo um livro importante, é apenas um "símbolo" da vontade Divina e não necessariamente um livro inspirado por Deus. Isso contradiz 2 Timóteo 3:16 e João 5:39:
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra."
"Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna. São estas mesmas Escrituras que testificam de Mim."
2) Eles não crêem no Deus pessoal e triúno das Escrituras, o que contraria Gênesis 1:26 e Mateus 28:19:
"Então disse Deus: ‘Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança."
"Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo."
3) Jesus Cristo não é considerado pelos maçons como um Ser Divino. Totalmente o oposto do que afirmam João 1:1-4, 14 e Colossenses 2:8, 9:
"No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito. NEle estava a vida, e esta era a luz dos homens. Aquele que é a Palavra tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito e vindo do Pai, cheio de graça e de verdade."
"Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade."
4) Afirmam que cada pessoa pode alcançar a salvação por si mesma, desenvolvendo um conceito próprio sobre Deus. Tal idéia é conflitante com Efésios 2:8, 9 e João 17:3:
"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie."
"Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste."
5) Não pregam sobre a importante doutrina do juízo final. Ler Romanos 14:12 e 2 Coríntios 5:10:
"Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus."
"Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más."
6) O ensino central cristão sobre a volta de Jesus também é ignorado e passado por alto, o que fará com que muitos maçons sejam pegos de surpresa! Vejamos o que diz a Bíblia em Apocalipse 1:7 e Mateus 24:44:
"Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até mesmo aqueles que O traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dEle. Assim será! Amém."
"Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam."
Perceba que a Maçonaria, mesmo não tendo ligação com o satanismo, nega ensinos fundamentais da fé cristã e, portanto, não há como ser cristão e maçom ao mesmo tempo. Aceitamos a mensagem bíblica por completo ou somos maçons. Não há meio termo.
Com isso, não estamos negando a sinceridade e a bondade de muitos que vão à loja maçônica. Apenas mostramos que, biblicamente, não há harmonia entre os ensinos bíblicos e os ensinos da Maçonaria.
Para um estudo aprofundado sobre a maçonaria, recomendo a leitura do livro Maçonaria e Fé Cristã, de J. Scott Horrell (Ed. Mundo Cristão).
Leandro Quadros
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Por que a vida nasceu no universo?
A revista Superinteressante especial "29 Coisas que Não Fazem Sentido", publicada em junho do ano passado, traz uma série de mais de 60 matérias sobre temas que, sob as lentes naturalistas, não fazem sentido. Exemplo: Por que as baleias têm cérebro tão grande? Por que temos câncer? Se os ETs existem, por que não fazemos contato? Por que o homem é o primata com o maior pênis? Por que temos fé? Por que morremos? Por que somos o único bicho [sic] com linguagem? Para que serve o sexo? Por que os humanos têm consciência? Se somos primatas, por que temos tão pouco pêlo no corpo?
Entre explicações risíveis e outras até bem fundamentadas, o texto que mais me chamou a atenção foi o que tratou da pergunta "Por que a vida surgiu no Universo?" A matéria começa lamentando: "Pena que essa historinha [a do big bang e do surgimento e evolução da vida] ainda esteja longe de realmente explicar a coisa toda. Isso porque todo mundo entende o que aconteceu para que o Universo acabasse produzindo vida, mas ninguém entende por que o Universo nasceu ‘configurado' para permitir todas essas maravilhas. Parece uma sorte tremendamente grande."
O texto prossegue: "Aparentemente, nós só estamos aqui porque algumas regulagens específicas das leis da física - a intensidade da gravidade, ou o nível de atração entre elétrons e prótons, partículas que compõem os átomos - vieram ‘certinhas' para permitir a nossa existência. Quer exemplos? Se a gravidade fosse um pouco mais forte, as estrelas teriam vida muito curta e nunca haveria tempo hábil para a evolução das espécies; se fosse mais fraca, não seria capaz de agregar a massa em estrelas. E a atração mútua entre elétrons e prótons? Se fosse diferente do que é, não existiriam átomos estáveis. São parâmetros que, devidamente ajustados, tornaram o Universo em lugar habitável. A pergunta que não quer calar: Quem ou o que fez essa ‘tunagem', ou ‘regulagem' do Cosmos, lá no começo de todas as coisas?"
Como se trata de uma revista com pretensão de ser científica e como o naturalismo filosófico não admite que a Teologia se atreva a sugerir uma resposta (sim, porque assumem a priori que o sobrenatural não existe), e como insistir no fator sorte para tanta organização pega mal, eles se saem com a "resposta": "Aplicar a teoria da seleção natural de Darwin ao Universo poderia resolver de vez o mistério da existência. Tal como ocorre com os seres vivos na Terra, os universos que mais se ‘reproduzem' seriam os mais bem-sucedidos."
Claro! Por que não pensaram nisso antes? A teoria-explica-tudo está aí pra isso mesmo. Nada de sorte, nada de Deus. Seleção natural cósmica!
Segundo Superinteressante, há cientistas que defendem a existência de infinitos universos, cada um com sua afinação diferente. "O nosso não teria nada de especial, seria apenas mais um de uma gama de universos totalmente desligados uns dos outros, componentes de um Multiverso."
E antes que a gente pergunte, eles respondem: a ideia é completamente metafísica, "outro tipo de roubalheira intelectual, em que se usa de hipóteses não verificáveis para solucionar (entre aspas) um problema apresentado pela configuração do Universo".
Constrangedor, não? Dão um chega-pra-lá no criacionismo para defender a metafísica pura. Pra não ficar no campo da especulação pura e simples, apelam para Darwin e a teoria-explica-tudo. E fica mais ou menos assim: surgiram muitos universos diferentes a partir de buracos negros. Por "seleção cosmológica natural" (é assim que o físico Lee Smolin chama o processo, em seu livro A Vida do Cosmos) os universos menos aptos a produzir vida ou mais aptos a produzir outros universos estariam em número maior que os que têm poucos "filhos". "Resultado: torna-se, de súbito, muito mais provável que estejamos em um Universo como o nosso, em vez de em qualquer outro menos prolífico, digamos." Simples, não?
Detalhe: a matéria seguinte trata da pergunta "Por que sabemos tão pouco sobre a existência de Jesus?" A reportagem não aceita que os evangelhos sejam documentos confiáveis sobre Jesus Cristo, embora admita que autores não cristãos do século 1 e começo do século 2 (como Flávio Josefo, Tácito e Suetônio) O tenham mencionado. Um pequeno quadro na página 35 afirma que o ossuário de Tiago (urna funerária com uma inscrição em aramaico que menciona Jesus) é falso. Pena que o autor do texto não leu o convincente livro de Hershel Shanks (editor da Biblical Archaeology Review), O Irmão de Jesus (Editora Hagnos).
Resumindo: quando o assunto é religião, crença, criacionismo, Deus, etc., levanta-se todo tipo de questionamento, ainda que se possa contar com evidências históricas e arqueológicas a favor. Mas quando se trata de explicar do ponto de vista naturalista a origem do Universo e da vida, os mais mirabolantes argumentos podem ser usados - mesmo que não haja evidências empíricas para eles. Viva a coerência!
Michelson Borges
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Por que Jesus teve que morrer na cruz?
Por que Jesus tinha que morrer? Qual a necessidade do derramamento de sangue dEle? Se desde o Éden ficou provado que Satanás era mau, por que Deus tinha ainda que provar Seu amor para os mundos não caídos (Universo)?
É uma grande satisfação receber a sua pergunta. Vou lhe explicar o porquê de Jesus ter morrido e por que "sem derramamento de sangue, não há remissão" de pecados (Hebreus 9:22). Claro, isso é algo complexo para ser racionalizado por um ser humano pecador e, por isso, apresentarei um resumo do que a Bíblia revelou sobre o assunto.
Primeiro: Jesus morreu porque nos ama (João 3:16; Jeremias 31:3). Na onisciência divina, as três Pessoas da Trindade viram que a eternidade não seria a mesma coisa sem nós. Por isso, elaboraram o plano de salvação antes mesmo de o mundo existir (Hebreus 9:14; 1 Pedro 1:18-20; Apocalipse 13:8) para nos levar de volta para perto de Si.
Segundo: Jesus morreu porque apenas Deus é suficientemente perfeito para pagar a dívida que tínhamos para com a Lei dEle. Quando lemos Levítico 22:19 e 20, percebemos que o cordeirinho sacrificado (símbolo de Cristo: João 1:29) tinha que ser perfeito. Por quê? Isso nos ensina que somente um sacrifício perfeito poderia de uma vez por todas pagar a penalidade que o ser humano merecia: a morte eterna (Romanos 6:23). E só Deus é perfeito o suficiente para cumprir esse requisito porque Ele - Jesus - é o Autor da vida, conforme Atos 3:15. Sendo Jesus o Autor da Vida (juntamente com as outras duas Pessoas da Trindade), Ele era o único ser perfeito que poderia resolver a gravidade do pecado com a morte dEle mesmo. Para isso, teve que encarnar (João 1:14) e sofrer a morte eterna no lugar de cada ser humano que existisse. Isso deu a Deus o "direito judicial" de resgatar todo aquele que pela fé vai a Cristo (João 3:16).
Terceiro: Cristo morreu porque o universo todo precisava ter evidências de que o diabo havia mentido a respeito do Criador (no Éden, os anjos e outros seres ainda não tinham pleno conhecimento de quem era na verdade Lúcifer. Só o tempo poderia mostrar). Em 1 Coríntios 4:9, lemos que todo o "mundo" (no grego vem da palavra kosmos, que significa "universo") está acompanhando o desenrolar da história humana. Os anjos não são oniscientes (1 Pedro 1:2 - só Deus) e, por isso, a cruz foi uma resposta de Deus às acusações do diabo. Ali, o Senhor deu a prova máxima do amor dEle por todas as criaturas e do quanto o pecado e a rebeldia são terríveis a ponto de causar a morte do próprio Criador! Isso foi uma garantia para que jamais qualquer criatura se rebelasse contra o Todo-Poderoso.
Portanto, Jesus precisava morrer para (1) pagar o preço pelo nosso resgate e para (2) promover a segurança do Universo, a fim de que todos testemunhassem de uma vez por todas que não vale a pena ir contra a Lei do Criador. Uma lei amorosa, que tem como objetivo nos proteger e proporcionar saúde física, mental e espiritual.
Parabéns por sua sinceridade. Deus fica feliz em ver pessoas como você, que buscam o conhecimento e não separam o tempo para minar a fé dos irmãos, como alguns fazem. Seu tipo de pergunta demonstra vontade de entender algo que precisa mesmo ser compreendido por todos os seres humanos.
Se ainda não teve contato com o material, recomendo que leia o livro História da Redenção, de Ellen G. White. Comparando esse livro com os evangelhos, você conseguirá obter uma visão ampla sobre o plano de salvação. Lembrei-me de outro, que é maravilhoso: O que é Salvação, do Dr. Hans K. LaRondelle. Foi um dos melhores que já li! Ambos podem ser adquiridos no site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606.
Leandro Quadros
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Vinho tinto faz bem à saúde?
Frequentemente, encontramos artigos publicados em jornais e revistas falando sobre os benefícios do vinho tinto, baseados em evidências científicas de que a ingestão de pequenas doses diárias da bebida podem reduzir o risco de doenças cardíacas. Criou-se, então, o mito de que uma taça diária de vinho não faz mal, e muitas pessoas aderiram à moda, muitas vezes recomendada pelo próprio médico. Será que o consumo de vinho tinto faz bem à saúde?
Já se descobriu que os efeitos benéficos do vinho, especialmente o tinto, devem-se aos flavonóides e ao resveratrol das uvas. Os flavonóides são substâncias antioxidantes conhecidas por aumentar o HDL colesterol ("colesterol bom"), diminuir o risco de entupimento das artérias coronárias (aterosclerose) e ajudar a baixar a pressão arterial. O resveratrol é uma substância encontrada naturalmente em diversas plantas, como na casca das uvas (também nas sementes de algumas variedades), no amendoim e no mirtilo, em menores quantidades. Em experimentos com ratos de laboratório, o resveratrol tem efeito anticâncer, antiinflamatório, redutor da glicemia e outros benefícios cardiovasculares.
Por esse motivo, recomendava-se o uso diário do vinho tinto como um santo remédio. Entretanto, não podemos esquecer que o vinho tinto também contém álcool, popular nas pesquisas científicas por causar danos em quase todo o corpo. Além dos danos físicos, o consumo de álcool também é grande responsável por acidentes de trânsito, problemas conjugais, familiares e sociais.
O Instituto Nacional Sobre o Abuso do Álcool e Alcoolismo (NIAAA), nos Estados Unidos, publicou resultados de autópsias mostrando que os pacientes com história de consumo crônico de álcool têm cérebro menor, mais leve e mais encolhido do que os adultos não alcoólicos da mesma idade e gênero. O principal dano cerebral ocorre no córtex do lobo frontal, centro das funções intelectuais executivas, responsável pelo pensar, personalidade, força de vontade e auto-controle. O álcool também prejudica o controle do diabetes e aumenta a pressão arterial.
Em mulheres, os efeitos lesivos do álcool são mais pronunciados do que nos homens, com risco maior de desenvolver cirrose, lesão cardíaca e neuropatias (lesão dos nervos). Mulheres grávidas que bebem álcool podem causar no bebê a Síndrome Alcoólica Fetal, caracterizada por retardo mental e malformações congênitas. Em homens, abuso de álcool pode interferir na função sexual causando infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, pode prejudicar o desejo sexual e causar impotência.
Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), na França, publicou um artigo que recomenda o combate do hábito de beber diariamente. Segundo o estudo, consumir uma dose de álcool por dia aumenta o risco de câncer em até 168%, dependendo do tipo de câncer. O risco maior está nos cânceres de boca, faringe e laringe, mas também é aumentado em cânceres de esôfago, colo-retal, do sangue e do fígado.
Conclusão: beber vinho tinto para a saúde do coração não vale a pena, pois os riscos são maiores do que os benefícios. Essa opinião vem sendo defendida também pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na publicação Dieta, Nutrição e Prevenção de Doenças Crônicas, 2003, página 90.
Curiosamente, isso já era dito pelo sábio rei Salomão há milênios, antes de Cristo e das pesquisas científicas: "Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo, e se escôa suavemente; no seu fim morderá como a cobra..." (Provérbios 23:31, 32).
Isso significa que não podemos usufruir dos benefícios dos flavonóides e do resveratrol? De maneira alguma. Segundo a Dra. Martha Grogan, da Clínica Mayo (EUA), estudos recentes indicam que o suco natural de uva pode ter os mesmos benefícios cardiovasculares do vinho tinto. Esta é uma boa notícia para quem quer os benefícios da uva sem os efeitos indesejáveis do álcool. Existe atualmente grande variedade de sucos integrais de uva nas prateleiras, muitos deles sem açúcar, conservantes ou outros aditivos químicos. Outra opção seria comprar uvas vermelhas em caixas e produzir suco em casa. É mais trabalhoso, mas, sem dúvida, muito saudável e saboroso.
Luiz Fernando Sella
Aquecimento Global e ECOmenismo
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Postado por JA Central de CuiabáMarcadores: Download
Porque ir à igreja?
Um membro de igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à igreja todos os domingos [sábados]. “Tenho ido à igreja por 30 anos”, ele escreveu, “e durante esse tempo ouvi uns três mil sermões. Mas não consigo lembrar de nenhum deles... Assim, penso que estou perdendo meu tempo e os padres e pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!” A carta iniciou uma grande controvérsia na seção “Cartas ao Editor”, para a alegria do editor e chefe do jornal. Foi assim por semanas, recebendo e publicando cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu este argumento:
“Estou casado há 30 anos. Durante esse tempo, minha esposa deve ter cozinhado umas 32 mil refeições. Não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma dessas 32 mil refeições. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado essas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à igreja para alimentar minha fome espiritual, estaria hoje morto espiritualmente.”
(Autor desconhecido)
Nota: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25). É como naquela velha história da brasa retirada do braseiro. Logo ela se apaga. A igreja tem a capacidade de nos manter “acesos”. Ali, Deus pode falar ao nosso coração e mudar toda a nossa trajetória de vida. Que tal receber o novo ano na igreja, agradecendo a Deus as bênçãos de 2008?[MB]
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Origem de Expressões Famosas
O pior cego é o que não quer ver
Significado: Diz-se da pessoa que não quer ver o que está bem na sua frente. Nega-se a ver a verdade.
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D"Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.
Andar à toa
Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: "Cuidou de levar à toa sua dama."
Casa da mãe Joana
Significado: Onde vale tudo, todo mundo pode entrar, mandar, etc.
Histórico: Essa vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: "que tenha uma porta por onde todos entrarão". O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou "Casa da Mãe Joana".
Onde Judas perdeu as botas
Significado: Lugar longe, distante, inacessível.
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.
Quem não tem cão caça com gato
Significado: Ou seja, se você não pode fazer algo de uma maneira, faça de outra.
Histórico: Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, foi adulterada. Inicialmente se dizia "quem não tem cão caça como gato", ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
Da pá virada
Significado: Um sujeito da pá virada pode tanto ser um aventureiro corajoso como um vadio.
Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da "pá virada", parece-me, tem outro sentido. Ele é o "bom". O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.
Nhenhenhém
Significado: Conversa interminável em tom de lamúria, irritante, monótona. Resmungo, rezinga.
Histórico: Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os índios não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".
Estar de paquete
Significado: Situação das mulheres quando estão menstruadas.
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um das denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma "Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes", referindo-se, é claro, aos navios mensais.
Pensando na morte da bezerra
Significado: Estar distante, pensativo, alheio a tudo.
Histórico: Essa é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era sacrificado pelos hebreus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar "pensando na morte da bezerra". Consta que meses depois veio a falecer.
Não entender patavina
Significado: Não saber nada sobre determinado assunto. Nada mesmo.
Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu o Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.
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